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A pandemia da Covid-19 pegou o mundo de surpresa no início de 2020 e mudou o cenário das clínicas de Reprodução Assistida, que precisaram repensar a dinâmica de seus atendimentos, adotar novos protocolos de segurança e – durante alguns meses – suspender tratamentos para evitar contaminações. No mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) chama atenção para os desafios vivenciados por médicas e profissionais da área ao longo da epidemia. 

São aprendizados que estão relacionados tanto ao fechamento das clínicas, que trouxe incertezas para médicos e preocupações para pacientes, como também à suspensão de tratamentos e, posteriormente, ao retorno gradual das atividades, que exigiu a adaptação a rígidos protocolos de biossegurança adotados pelos centros de reprodução humana. Paralelamente, médicos e toda a comunidade científica acompanharam as diretrizes das principais sociedades mundiais para obter informações relacionadas à condução dos tratamentos de Reprodução Assistida neste período.

DESAFIOS – Para a médica Maria Cecília Cardoso, um dos primeiros contratempos enfrentados foi o de comunicar às pacientes sobre a necessidade de suspender o tratamento e adiar um pouco o sonho da gestação. “Muitas não aceitavam postergar o projeto de maternidade, mesmo com a alternativa de criopreservar o material (óvulos ou embriões) para ser utilizado em um momento mais seguro”, diz. 

Médica formada há 32 anos, atua há 27 anos na área da Reprodução Assistida como embriologista e, nos últimos 10 anos, principalmente como gestora do laboratório. A especialista certificada pela SBRA ressalta que, além das dificuldades que surgiram no início – com a suspensão dos tratamentos –, outros desafios vieram a partir da retomada gradual das atividades. 

“Revisamos todos os protocolos, estudamos e trabalhamos na melhoria do sistema de dados, a fim de otimizar nossa rotina de trabalho. Isso sem falar no desafio de conseguir o apoio de pacientes e funcionários no plano de retomada, com todas as restrições e novos protocolos de contingência que, atualmente, são necessários”, revela.

Assim como Maria Cecília, Rose Marrie, psicóloga com 40 anos de atuação clínica, acredita que as dificuldades do momento abriram oportunidades para a formação dos profissionais e para o compartilhamento de informações. Ela ressalta que a crise da Covid-19 fez com que, em função da desinformação, pacientes tivessem medo de engravidar. 

“Na área de Psicologia, ocorreram encontros, jornadas, lives e outros eventos, tudo para acolher as necessidades das pessoas e levar mais conhecimento e segurança para todos os que buscam a Reprodução Assistida”, afirma. “Com o apoio de plataformas on-line, os profissionais se aperfeiçoaram e puderam participar de vários eventos”, diz.

A psicóloga certificada pela SBRA também chama a atenção para os novos desafios enfrentados pelos profissionais após um ano de pandemia. “As dificuldades vêm se transformando. No início, pacientes e profissionais ficaram inseguros diante do desconhecimento da doença, mas com as orientações das sociedades médicas, como a SBRA, os profissionais criaram meios para minimizar os obstáculos e possibilitar a realização do sonho das pacientes”, explica.

LIDERANÇA – À frente da presidência da Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, há 2 anos, Maria do Carmo Borges conta que a extensa rede de apoio que teve ao longo da pandemia tem sido essencial para a condução dos trabalhos no comando da entidade. “É uma grande responsabilidade, mas com o apoio de toda a equipe, felizmente, tudo tem se encaminhado bem. Assim, se a pandemia tem sido um desafio constante, as soluções encontradas também têm sido muito positivas”, acredita.  

De acordo com a médica, apesar das dificuldades e dores trazidas pela pandemia do coronavírus, o momento também abriu espaço para o aprendizado e para crescimento pessoal. “Nos privou de colegas, amigos e de pessoas próximas queridas, mas também extraiu o melhor da nossa capacidade de lutar, de resistir cientificamente, de criar soluções para o bem comum de nossos trabalhos diários”, diz. 

Durante a pandemia, em conjunto com outros médicos, Borges participou da comissão de avaliação dos trabalhos científicos do Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), um dos maiores eventos do setor realizado no Brasil. Mesmo 100% on-line, o congresso foi um sucesso e trouxe aprendizados. “Tenho imenso prazer de ter participado desse evento. Avaliar trabalhos científicos é sentir o termômetro da produção científica de um país ou continente. Apesar da pandemia, que nos trouxe tantas apreensões em 2020, aprendemos a ter mais resiliência, adaptação e criatividade”, ressalta.

FUTURO – Em relação ao que esperam do futuro da área de Reprodução Assistida a partir da vacinação de toda a população, as especialistas estão otimistas. Para elas, o enfrentamento das adversidades como as que vieram com a pandemia possibilitou reflexões importantes para o futuro das pacientes e dos profissionais. “De maneira geral, precisamos ter, além da habilidade técnica, empatia e capacidade de escuta para as necessidades das pessoas em tratamento. Esse processo permite o acolhimento e, consequentemente, o estabelecimento de um vínculo entre profissional e pacientes”, espera Rose Marrie. 

Maria Cecília Cardoso planeja contribuir para tornar o mundo mais sustentável e inclusivo. “Tenho me empenhado em desenvolver mecanismos de logística reversa e aprimorar a gestão de resíduos no laboratório de Reprodução Assistida”, diz. “Espero uma onda de mais consciência e menos negacionismo das pessoas frente às evidências científicas”, finaliza. Já Maria do Carmo espera mais trabalho, mais projetos e mais oportunidades. “Enquanto houver metas e objetivos definidos a buscar, sempre estarei disposta a colaborar”, conclui.

Segundo o presidente interino da SBRA Paulo Taitson é perceptível o aumento da participação de médicas, pesquisadoras e cientistas mulheres em todas as áreas da reprodução assistida. “O número de associadas na SBRA tem crescido muito ao longo dos anos. Inclusive, em 2020, mais mulheres se tornaram sócias do que homens, muitas das quais agregando valor científico de alto nível após terem passado por processo formativo de excelência no Brasil e no exterior”, diz.

Para conhecer outros desafios enfrentados por profissionais da reprodução assistida, acesse o link a seguir: Movimento da Fertilidade

Como manter a mente saudável e resistente aos contratempos diários, tortura psicológica e os impactos do "cancelamento" digital. Esses serão os temas debatidos pela psicóloga e neuropsicóloga Juliana Gebrim, nesta terça-feira (9/2), durante o Divã do Concurseiro, evento gratuito direcionado a concurseiros. 

Às 18h30, a especialista vai dar dicas e orientações sobre como manter a mente saudável e resistente aos contratempos diários. “Atualmente, além de terapias, há alguns hábitos que fazem toda a diferença na hora de manter a mente mais equilibrada e saudável durante a trajetória de estudos, não só como tratamento, mas também com maneira de prevenção e é sobre isso que conversaremos no evento”, explica. 

Às 20h30, Juliana Gebrim receberá a delegada Luana Davico para um bate-papo sobre tortura psicológica e os impactos do "cancelamento" digital.

Toda a programação é gratuita e pode ser acompanhada no canal do YouTube do Gran Cursos Online. Para participar dos eventos basta clicar no link

Serviço: Divã do Concurseiro


09/02 (Terça-feira)


18h30 – Divã do Concurseiro - Mentalidade Forte

20h30 – Divã com Elas - Tortura Psicológica e Cancelamento

Anna Paula Caldeira conversou com a presidente da SBRA em live transmitida pelo perfil da Sociedade no Instagram 


“Sou uma celebridade no mundo científico, mas na vida real não tem nada disso”, disse Anna Paula Caldeira, primeiro bebê a nascer a partir de uma fertilização in vitro (FIV) no Brasil e na América Latina, durante a conversa com a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa, no perfil da SBRA no Instagram (@movimentodafertilidade). Acompanhada da sua mãe, Ilza Caldeira, Anna Paula lembrou de momentos importantes da sua infância e falou sobre sua vida profissional, curiosidades, relação com a mídia e planos para o futuro. 


“Sei o quanto o meu nascimento é especial e importante para a medicina, para as mulheres que não podem ter filhos e para os casais que não podem construir uma família. Mas meus pais sempre trataram isso com muita naturalidade dentro de casa e nunca foi encarado como uma diferença. Então, levo uma vida bem normal”, afirma Anna Paula. 


Formada em Nutrição com pós-graduação em Marketing, ela trabalha atualmente como nutricionista com catering para Yachts e vendas para o setor de saúde e bem-estar.  Apelidada de “proveta” e “provetinha” por colegas da escola, Anna Paula cresceu no Brasil e mudou-se para os EUA há cerca de 5 anos, onde vive com a mãe em Los Angeles, na Califórnia. 


Diferente do que aconteceu com Louise Brown – primeira bebê de proveta do mundo –, que ficou sabendo da própria história somente aos 7 anos, Anna Paula conta que isso sempre fez parte do cotidiano da família. “Desde muito cedo, via minha mãe dando entrevista para falar sobre a nossa história. Até os 9 anos, os repórteres nos procuravam mais em casa, ou seja, só os adultos sabiam da minha história. Um dia eu estava na escola e um amigo me mostrou dados do Guinness Book. Foi assim que os meus colegas ficaram sabendo e começaram a se interessar por ela, despertando a curiosidade da imprensa, que passou a me procurar também na escola”, lembra.


Segundo Caldeira, as pessoas sempre demonstraram muita curiosidade em relação a sua vida. “Querem saber se eu me sinto diferente, se eu tenho todos os dedos das mãos e dos pés e se eu fico doente com frequência. Mas tudo sempre foi muito normal para mim”, lembra.


Anna Paula foi a sexta filha de Dona Ilza, que teve cinco filhos do primeiro casamento. Após se casar pela segunda vez, desejou imensamente uma nova gestação, mas estava impedida em razão de uma infecção adquirida em sua última gravidez, além da laqueadura e da retirada das trompas que realizou na mesma época. “Resolvi procurar o Dr. Nakamura que, assim que olhou para mim, demonstrou que eu não era a melhor candidata para os experimentos. Fui embora, mas voltei um mês depois e disse a ele: ‘Você tem a tecnologia, seus estudos, tempo de pesquisa, mas eu tenho um Deus e eu vou sair grávida daqui’. E foi o que aconteceu”, lembra Ilza.


Segundo ela, a história das duas sempre foi passada com naturalidade para os outros e por isso nunca teve a conotação de especialidade. “Nossa história sempre significou esperança para tanta gente que eu não tinha como omitir e precisava dar um ar natural. Eu ganho alegria ao ver as outras pessoas terem alegria também”, disse. 


Durante a live, a mãe de Anna Paula Caldeira se emocionou ao lembrar de uma história vivida anos atrás quando estava na fila do banco. “Eu estava brincando com uma menininha que devia ter uns três anos de idade e em determinado momento a fila andou. Eu disse para ela ir para perto da mãe dela e foi quando a sua mãe disse: ‘Venha, Anna Paula!’. E eu respondi: ‘Nossa, eu também tenho uma filha que se chama Anna Paula!’. A senhora saiu da fila, me abraçou e disse: ‘Minha filha se chama Anna Paula por causa da sua Anna Paula. Ela também é um bebê de proveta’. Então, no anonimato das pessoas, a história atingiu muita gente”, lembra emocionada. 


Mais informação – Durante a live, Nakagawa perguntou a elas sobre a importância de as pessoas estarem bem informadas sobre os tratamentos de reprodução assistida. Para elas, a mídia é uma excelente aliada neste processo e precisa contribuir mais para o acesso das pessoas às informações sobre o universo da reprodução assistida. “Mesmo ainda sendo um tratamento caro, a imprensa precisa abordar mais a pauta, encontrando um meio termo para a cobertura jornalística. Além de mais acesso ao tratamento, a população precisa estar mais bem informada sobre o assunto”, destacou Ilza.


Congelamento – Anna Paula também contou que recentemente foi questionada pelo doutor Isaac Moise Yadid, médico brasileiro creditado pela SBRA, sobre a possibilidade de realizar a preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos. Hoje, aos 36 anos, ela disse que ainda não tinha pensado no assunto e não descarta a possibilidade. “Não descarto a possibilidade de ter um filho e se eu precisar fazer um tratamento, farei sem problema. Minha mensagem é para que as pessoas acreditem no amor, acreditem nas histórias que inspiram, acreditem na esperança de ter uma história de amor realizada”, declarou. 


Ela também disse que acredita que o desenvolvimento da ciência possa tornar os tratamentos ainda mais fáceis para homens e mulheres. “Na época da minha mãe, ela tinha que fazer cirurgia toda vez que ia fazer a coleta dos óvulos. Hoje, já está diferente. Então, acredito que a evolução da medicina possa dar mais facilidade ao tratamento e espero que todas as conquistas do progresso humano sejam celebradas e as pessoas possam evoluir nesta reflexão. Que o mundo melhore no sentido dessa busca”, espera. 


No final da conversa, Nakagawa agradeceu as duas pela participação e ressaltou a missão da SBRA com a realização da live. “Como sociedade médica, um dos nossos papéis é promover a atualização médica dos profissionais que atuam na área de reprodução assistida, informar à população e desmistificar uma técnica com a qual muitos podem se beneficiar. Essa é a nossa missão”, finaliza.


Foto: Rafael Fortes

A presidente da SBRA conversará com Anna Paula Caldeira na próxima sexta-feira (22), às 18h; entrevista será transmitida pelo perfil da Sociedade no Instagram 


A primeira live de 2021 promovida pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) será com Anna Paula Caldeira, primeiro bebê a nascer a partir de uma fertilização in vitro (FIV) no Brasil e na América Latina. Liderado pela presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, o bate-papo ocorrerá na próxima sexta-feira (22), a partir das 18h, no perfil da SBRA no Instagram (@movimentodafertilidade).


Graduada em nutrição e pós-graduada em marketing, Anna Paula mora hoje nos EUA. Durante a live, ela falará sobre projetos pessoais, vida profissional, sobre a sua saúde e desafios enfrentados até o momento. 


Dados mais recentes divulgados em 2019 pela Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA) mostram que o Brasil lidera o ranking latino-americano dos países que mais realizaram fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões – 83 mil bebês brasileiros nasceram, em 25 anos, por meio de tratamentos de reprodução assistida.


A paranaense nasceu em 1984, seis anos após o nascimento do primeiro bebê de proveta no mundo, Louise Brown, na Inglaterra. Segundo explica a presidente da SBRA, desde o nascimento delas, as técnicas de reprodução assistida evoluíram em ritmo acelerado. “Hoje conseguimos gerar uma gravidez com um único espermatozoide, além de prever várias síndromes genéticas incapacitantes ou que causam mortes precoces antes de o embrião ser transferido ao útero da mulher”, ressalta Nakagawa. 


O último relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões – SisEmbrio, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também mostra o protagonismo brasileiro em relação aos procedimentos e aponta o crescimento da confiança das pessoas nas técnicas de reprodução assistida. O levantamento mostra que, em 2019, a média da taxa de fertilização in vitro (FIV) nos bancos de células e tecidos germinativos (BCTG) do país atingiu o percentual de 76%, um padrão elevado diante do cenário médio internacional, cujo padrão exige resultados acima de 65%. Foram realizados 43.956 ciclos de fertilização, o que representou um crescimento de mais de 800 ciclos em relação ao ano anterior, cerca de 2%. 


“Isso reforça as constantes melhorias das tecnologias utilizadas pelo setor, a qualidade dos procedimentos realizados no Brasil e o excelente nível de qualificação técnica dos profissionais. Mostra também que, hoje, as pessoas conhecem e confiam mais nas técnicas de Reprodução Assistida graças às mais diversas campanhas de esclarecimento sobre tratamentos para correção das situações que interferem na procriação e informações a respeito da preservação da fertilidade realizadas pela SBRA”, finaliza Nakagawa.

Ansiedade é a base de todos os processos psicológicos, especialmente para quem está na carreira de concursos públicos. Não é fácil lidar com incertezas como a data das provas, com cobranças de si mesmo e da família, muito menos com a falta de recursos, que é padrão entre os que decidem prestar concurso. Com tantos concursos que ficaram represados em 2020 por causa da pandemia, há candidatos que vão acabar ficando com provas acumuladas. Muitos agora se preparam para duas seleções que podem sair até próximas uma da outra. Como controlar a ansiedade para este possível cenário de muitas provas no próximo ano?

Nessa trajetória de estudos, é importante conhecer os sentimentos, ressignificar sensações ruins e respeitar os limites de cada um em diferentes momentos são as principais orientações dos especialistas que conhecem a longa trajetória enfrentada pelos candidatos. Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Juliana Gebrim, a ansiedade é fruto de algum medo, geralmente associado a alguma questão do indivíduo na sua vida. Para ela, detectar os medos e enfrentá-los é o primeiro passo para lidar com a ansiedade. 

“Uma visão de vida ligada ao passado nos traz a depressão. Uma visão centrada no futuro traz uma ansiedade exacerbada. Viver no presente traz um sentimento que não tem preço: a paz”, ressalta.

Quando não tratada de forma correta, ela pode desencadear  várias doenças, como o pânico, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão. Por outro lado, de acordo com a psicóloga, quando a ansiedade acontece de forma equilibrada, ela pode funcionar como uma mola propulsora, especialmente na hora da preparação para um exame. “O indivíduo deve ter uma certa dose de ansiedade para organização, planejamento e execução dos estudos”, explica Gebrim.

A seguir, Juliana Gebrim separou 20 dicas simples para ajudar os concurseiros a controlar e diminuir de forma considerável a ansiedade.  

1) Não busque a linearidade – A pessoa quando tem linearidade é ruim. Algo que aumenta a nossa ansiedade é a gente querer ser linear. Nós não somos perfeitos.


2) Não identificar as  desistências: muitas vezes já desistimos de planejamentos ou projetos e não queremos assumir. Tome decisões e a ansiedade poderá diminuir muito.


3) Faça respiração diafragmática –  A respiração diafragmática é aquela realizada pela barriga. Ela é muito importante para equalizar a troca de gases. Essa respiração tranquiliza as pessoas e ajuda a regular o organismo e o sistema nervoso. Por isso, parar e respirar profundamente é de fundamental importância para baixar a ansiedade. Em 2017, pesquisadores norte-americanos descobriram que um grupo de neurônios, ao qual chamaram de complexo de preBötzinger, regula o equilíbrio entre a respiração e a atividade cerebral relacionada à calma e ao estresse.


4) Investigue as causas da ansiedade. A ansiedade sempre terá 3 fatores de origem: genética, história de vida e o momento atual. Investigue as causas para tratar de forma séria.


5) Acione o córtex correto – emocional - enxerga respostas imediatas provocando ansiedade. A gente acha que só tem uma resposta. Adaptativo - as pessoas conseguem enxergar outras respostas. As melhores formas para acioná-lo é respirando e parando de reclamar. 


6) Evite pensamentos negativos – É normal ter pensamentos negativos. Isso faz parte da pessoa humana porque fomos treinados a ter pensamentos negativos para a gente se adaptar. Não tem como evitar os pensamentos negativos, mas podemos deixar que você entre em diálogo entre si. 


7) Consuma alimentos à base de triptofano (banana, peixe, grão de bico, tomate e mel). Esses alimentos ajudam no combate e na prevenção de estados de ansiedade, depressão, estresse e até distúrbios do sono. 


8) Desenvolva congruência –  Procure equilibrar o pensamento com a emoção e gerenciá-lo com a ação. Busque o equilíbrio entre o que você quer e o que faz pode contribuir para a harmonia da sua rotina de estudos. 


9) Faça a técnica de zorro – É uma poderosa metáfora de como podemos atingir metas mais ambiciosas na vida pessoal e no trabalho, partindo de pequenas conquistas. Todo dia um pouco, nem um dia sem um pouco. Quando o estresse e a carga de trabalho se acumulam mais do que a nossa capacidade de suportá-los, perdemos o nosso sentimento de controle, e tendemos a desistir de lutar por elevados ideais ou objetivos.


10) Faça a higiene do seu sono – É preciso se preparar antes de dormir. Sem isso, é impossível dormir bem e se organizar para enfrentar o dia seguinte. Por isso, minha orientação é para que as pessoas ponham um freio mental nos seus pensamentos na hora que deitarem na cama, desliguem o celular duas horas antes de dormir e tente suavizar as suas atividades. Se você não tratar a ansiedade de forma adequada, as chances de evoluir para uma depressão são muito grandes. 


11) Faça pausas necessárias – As pausas são muito importantes para as pessoas. Pode ser uma pausa para tomar água, para ir ao banheiro, para fazer um lanche, para respirar. O importante é você se desconectar um pouco das redes sociais e dos celulares. Com as pausas, você une o cuidado com a sua saúde mental e com a sua saúde física. Por isso, comece a criar o hábito de desligar o celular e olhar para o céu.


12) Pratique atividade física – Por mais que você não goste, saiba que é a melhor coisa que você pode fazer. Inclua a atividade física na sua rotina de estudos. Evite alimentos pesados antes de dormir.


13) Ouça música – Já não é mais novidade os benefícios da música para os estudos. Diversos estudos já  revelaram que as pessoas que estudam ouvindo música clássica têm um desempenho superior do que aqueles sem algum tipo de estímulo musical. Uma dica é ouvir música bineural estimula os dois lados do cérebro. Ativa a nossa memória a longo prazo e potencializa os estudos.


14) Faça mindfulness – Além de aliviar dores, medo, raiva, ansiedade, insônia e estresse, o mindfulness ajuda o candidato a ter mais foco, atenção e memória; autoconhecimento emocional; gentileza consigo e maior energia corporal e mental. Os resultados da técnica começam a ser observados desde a primeira experiência, mas estudos mostram que em oito semanas já é possível ver as mudanças estruturais no cérebro de quem inclui mindfulness em sua rotina. A verdade é que só há benefícios em conhecer e adotar essa prática. Não é preciso muito tempo e pode ser feita no horário que estiver disponível. Os minutinhos dedicados ao autocuidado serão ganhos no decorrer da sua jornada, aliviando as tensões e ganhando mais disposição.


15) Faça relaxamento progressivo de Jacobson –  É uma técnica de relaxamento muscular gradual. Ela pode ser aplicada localmente, em um determinado grupo muscular, ou ao corpo inteiro. É a tensão das extremidades seguida do relaxamento, alternados em diferentes grupos musculares


16) Afaste-se  de pessoas tóxicas. Elas drenam a nossa energia e aumentam a nossa ansiedade . 


17) Envolva os pensamentos negativos como se fossem bolhas e estoure.


18) Faça escrituração – Escrever tudo o que você está sentindo é uma forma muito simples de minimizar os efeitos da ansiedade nos candidatos.


19) Faça a técnica do EMDR positivo – É uma técnica desenvolvida para ativar mecanismos de criatividade do cérebro, ajudando a enfrentar distintos problemas e sintomas. Fazer toques nos dois lados do cérebro através da estimulação dos dois hemisférios do cérebro (do inglês, Eye Movement Desensitization and Reprocessing). É você fechar os olhos e alternar estímulos bilaterais em qualquer lugar do corpo e com os olhos fechados você começa a pensar em cenas positivas. A técnica tem um poder imenso de tirar traumas.


20) Cuide da sua alimentação. O ansioso come mal e aumenta a ansiedade, assim como comer alguns alimentos pode te deixar mais ansioso. É uma via de mão dupla.


 Opção por tratamentos novos ainda sem comprovação científica ou questionados pela literatura médica pode trazer riscos para pacientes

A evolução dos tratamentos de Reprodução Assistida vem reacendendo as esperanças de casais que precisam da ajuda da ciência para constituir e aumentar a família. Desde a descrição da primeira gravidez com o uso da fertilização in vitro, em 1978, e o nascimento de Louise Brown, a medicina reprodutiva foi beneficiada por um acelerado avanço tecnológico, o que tem permitido o surgimento de novos procedimentos. Mas, conforme orienta a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), é preciso ter prudência na escolha do procedimento, já que muitos não têm comprovação científica, o que pode levar a efeitos adversos ou até mesmo reduzir as chances de gravidez, além de aumentar os custos do tratamento.


A realização de inseminação artificial doméstica é um dos métodos que vem ganhando adeptos a cada dia e preocupa especialistas da área. O ginecologista e ex-presidente da SBRA Selmo Geber adverte que a realização de tratamentos de reprodução assistida de forma caseira, ou seja, sem os cuidados de um médico experiente ou condições sanitárias adequadas, é muito preocupante. “Além dos riscos de contaminação, esses tratamentos podem trazer perigo para a saúde da mulher e do feto. São procedimentos arriscados, realizados sem nenhum acompanhamento, que podem resultar em doenças e infecções graves”, diz.


Para o ginecologista, casais com dificuldade para engravidar precisam ter o acompanhamento de um médico com experiência em reprodução humana, que vai realizar toda a investigação necessária para identificar as causas da infertilidade e apontar as melhores alternativas para solucionar o problema de forma personalizada, preservando a fertilidade do casal e conseguindo uma gravidez saudável e tranquila. “O ideal é ter um médico de confiança e com experiência científica comprovada. Com a assistência adequada, a grande maioria dos pacientes pode superar os obstáculos e realizar o sonho de forma segura”, orienta.


Geber também pontua a existência de procedimentos novos que já vêm sendo usados, mas precisam de comprovação científica para alcançarem resultados satisfatórios e eficientes para quem objetiva uma gestação futura . “Podemos citar a injúria endometrial e as terapias imunes, que têm relação com o útero mas não apresentam nenhum efeito positivo comprovado no sentido de aumentar as chances de gravidez, além de oferecerem riscos de efeitos adversos nas pacientes”, diz.


Em relação à injúria endometrial, o médico explica que consiste na realização de uma lesão no endométrio que visa aumentar as chances de sucesso da implantação do embrião. Mas, segundo explica o especialista, apesar de não oferecer risco para a saúde da paciente, assim como acontece com as terapias imunes, é um procedimento doloroso e não apresenta eficiência comprovada.


Já no rol dos novos procedimentos relacionados ao embrião, Selmo Geber faz um alerta para o uso da biópsia embrionária como técnica de rotina, como é o caso do PGT-A (teste genético pré-implantacional para aneuploidias), que pode impactar nos resultados quando utilizado inadequadamente. “Sem a indicação necessária, essa biópsia pode representar riscos para o caso: além de aumentar muito o custo do tratamento, pode reduzir a taxa de gravidez”, alerta.


O médico ainda chama a atenção para o uso de tecnologias mais atuais no acompanhamento do desenvolvimento embrionário em tempo real, como é o caso de incubadoras time-lapse, recurso que, além de aumentar o custo do tratamento, não tem comprovação quanto às chances de gravidez. Segundo ele, diversos estudos mostram a eficiência deste recurso para a análise e seleção embrionárias, mas é bom ter prudência na sua utilização.


“Até o momento, não temos certeza de que essa seleção possa aumentar a chance de gravidez ou reduzir o risco de aborto. Neste sentido, por se tratar de uma tecnologia extremamente cara, consideramos que é preciso aguardar mais tempo para que outras pesquisas apontem novos dados a fim de que possamos avaliar se o custo-benefício do seu uso compensa”, finaliza.


A presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, também cita novos procedimentos na área de reprodução assistida usados atualmente e ainda sem comprovação científica. “Todos os avanços tecnológicos, como o uso de substâncias ‘off label’ (fora do contexto para o qual foram aprovados), podem até trazer benefícios identificáveis no futuro, mas faz-se necessária a pesquisa para identificar qual pessoa será beneficiada e quais procedimentos devem ser evitados”, aponta.


A médica ressalta que as pacientes interessadas em realizar a reprodução assistida procurem informações seguras a respeito do procedimento mais adequado, tendo em vista o aparecimento de novas metodologias, inclusive aquelas que podem ser feitas em casa.


“Por isso, nos últimos anos, temos nos esmerado em fornecer informações atualizadas e contamos com profissionais de altíssimo nível creditados pela SBRA a fim de orientar sobre os vários questionamentos que têm surgido nas mídias, bem como fortalecer relações com entidades científicas afins, nacionais e internacionais, no intuito de trocarmos experiências, reforça.


 Dados divulgados pelo IBGE neste mês apontam o aumento da faixa etária em que as mulheres têm filhos na última década.


O número de mulheres brasileiras que se tornaram mães após os 35 anos aumentou. É o que revelam os dados divulgados neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 10 anos, a quantidade de mães com menos de 15 anos de idade que deram à luz  caiu 26,3%. Em compensação, as gestações entre 35 e 39 anos aumentaram 63,6%. Entre os 40 e 44 anos de idade, a alta no número de partos foi de 57% e na faixa etária dos 45 aos 49 anos, de 27,2%. Já entre as mulheres com mais de 50 anos de idade, a alta foi de 55%.


Segundo médicos da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), os principais motivos para o adiamento da gestação apontados pelas mulheres que chegam em seus consultórios são a escolha do parceiro certo para constituir uma família, busca por estabilidade financeira e maturidade para conceber um filho, além de novos relacionamentos. 


Para a ginecologista e presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, independentemente das escolhas por trás dessa mudança, é de fundamental importância que essas mulheres estejam informadas de que a chance de poder engravidar mais tarde, com uma vida profissional e financeira mais estabilizada, pode vir acompanhada de um problema: a queda da reserva ovariana. “Isso reflete no resultado dos procedimentos, uma vez que a quantidade e qualidade dos óvulos nessa faixa etária já está mais comprometida. O tratamento não é impossível, mas tem maior risco de abortamento e a chance de engravidar por transferência mesmo nos tratamentos de reprodução assistida demora mais, exceto quando a paciente faz estudo genético do embrião”, afirma.


Além disso, os riscos na gravidez impactados pela idade da mãe podem gerar maiores índices de complicações gestacionais, o que requer um acompanhamento profissional mais intensivo nas mulheres a partir dessa idade. “Por isso, é fundamental estar informada sobre os reais benefícios que a reprodução assistida pode alcançar para aquela mulher que deseja postergar a gestação e ter bebês com o seu material genético”, diz. 


No caso de mulheres que desejam conceber após os 40 anos, os cuidados devem ser ainda maiores. “Embora existam exceções, infelizmente as técnicas de reprodução assistida não se destacam tanto em relação às chances de concepções espontâneas que resultam em nascidos vivos sadios após os 43 anos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estipula 50 anos como a idade limite para que uma mulher seja submetida a técnicas de reprodução assistida”, ressalta Manoela Porto, médica certificada pela SBRA.


De acordo com a médica, a gravidez tardia também aumenta o risco das síndromes cromossômicas, ou seja, a saúde do bebê também pode ser afetada. “Além das medidas aplicadas a todas as gestantes, as mães mais maduras devem ter uma vigilância mais precoce pelo risco aumentado de aborto e gestação fora do útero, rastreamento e aconselhamento para o risco de síndromes cromossômicas e intervenções para diminuir riscos como diabetes e pré-eclâmpsia (hipertensão que ocorre durante a gestação)”, diz.


A ginecologista ressalta que para muitas mulheres com idade reprodutiva avançada, a reprodução assistida só terá êxito se recorrerem a óvulos doados por mulheres em idade mais jovem, conclui a médica.


Informação e acolhimento - Foi justamente pensando nessas mulheres que passaram dos 35 anos e desejam ser mães, que a jornalista Aline Dini criou o projeto Mãe aos 40. O foco do perfil é informar sobre os prós e contras de encarar a maternidade na maturidade, por meio de entrevistas semanais com especialistas. O veículo também apresenta toda semana histórias de mulheres que se tornaram mães na faixa dos 40 anos, pelos mais variados meios (gestação natural, ovodoação, barriga solidária e adoção), e acolhe as mulheres que estão passando por dificuldades de engravidar ou já sofreram abortos espontâneos. Com a curadoria de conteúdo que já dura 7 anos, a jornalista Aline Dini criou recentemente o curso Fertilidade na Maturidade, que conta com 8 profissionais especializados em fertilidade para ajudar as mulheres a entenderem seus corpos e também a lidarem com as emoções envolvidas nessa fase de espera por um filho.


RISCOS PARA MÃES ACIMA DE 35 ANOS


Aborto espontâneo: no geral, o risco ocorre em cerca de15 % das gestações em mulheres com menos de 35 anos. Mas, entre 35-39, este risco aumenta para 25%, entre 40-44 anos para cerca de 50% e, após 45 anos, para mais de 90%.


Gestação ectópica (fora do útero): esse risco aumenta de quatro a oito vezes mais após os 35 anos.


Hipertensão arterial: o risco de desenvolver hipertensão é duas a quatro vezes mais alto após os 35 anos.


Pré-eclâmpsia: o risco de desenvolver pré-eclâmpsia é de 3% nas gestações em geral. Esse risco aumenta para cerca de 10% após os 40 anos e 35% após os 50 anos.


Diabetes mellitus: o risco de desenvolver diabetes na gestação é de cerca de 3%, mas aumenta de duas a quatro vezes após os 35 anos.


Anormalidades da placenta: após os 40 anos existe risco aumentado para o descolamento prematuro de placenta e a implantação baixa da mesma. 


RISCOS PARA O BEBÊ DE MÃES ACIMA DE 35 ANOS


Síndromes cromossômicas: riscos aumentados de anormalidades cromossômicas como a síndrome de Down. Aos 30 anos, o risco de ter um bebê com esta síndrome é de cerca de 0,1%. Esse risco aumenta em três vezes aos 35 anos e cerca de 20 vezes aos 40 anos.


Malformações: mesmo em bebês sem anormalidades cromossômicas existe um risco aumentado para malformações, sendo as alterações cardíacas as mais prevalentes.


Baixo peso ao nascer e prematuridade: o risco destas condições pode aumentar em até duas vezes após os 35-40 anos.


Óbito fetal intrauterino sem causa aparente: esse risco tem um sensível aumento após os 37 anos.

 

Com trabalho em rede, a Instituição defende cidadãos que têm seus direitos violados, a exemplo das vítimas de violência doméstica

Desde que a pandemia do novo coronavírus passou a afetar os brasileiros, a Legião da Boa Vontade (LBV) se desdobrou para proporcionar, por meio da campanha SOS Calamidades, alimentação e segurança sanitária a milhares de famílias, em todas as regiões do país, que se encontram em risco social. O atendimento presencial em seus Centros Comunitários de Assistência Social e em suas escolas foi suspenso, mas ainda assim a Entidade pôde promover atividades remotas a crianças, jovens, adultos e idosos, bem como acompanhar a realidade de cada família, sobretudo daquelas que sofrem violação de direitos.

Tanto no processo de Acolhida* quanto nos outros tipos de atendimentos, é utilizada a técnica de abordagem denominada Escuta Qualificada: as assistentes sociais, psicólogas e pedagogas da LBV fazem contato a cada 15 ou 30 dias com esses lares, de modo que jamais se sintam sozinhos nos dramas que enfrentam. Nessas oportunidades, buscam saber se os familiares têm passado alguma necessidade específica em que a Instituição possa colaborar, se estão precisando de alguma informação de utilidade pública, além de verificar se casos de tortura, maus-tratos, privação de liberdade, abandono, entre outras graves situações, têm ocorrido ou se perpetuado.

Essa atenção da LBV em garantir a integridade física, psicológica, moral e espiritual de seus atendidos é fortalecida por uma grande rede de apoio com outras instituições do Poder Público, entre elas o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), o Ministério Público e os Conselhos Tutelares. De acordo com Wilson Bigas, gerente do departamento socioassistencial da Legião da Boa Vontade, “o acompanhamento desses casos não é especificamente um objetivo do atendimento da LBV, visto que ela trabalha na proteção básica, e esta tem como premissa a prevenção. Quando a violação ocorre, nosso papel ao identificar a situação é mobilizar a rede socioassistencial para as soluções e desdobramentos dos demais parceiros”.

Em casos mais graves, aproveitando entregas de benefícios (como cestas de alimentos e kits de limpeza), os profissionais da Instituição chegam a fazer visitas presenciais aos lares, seguindo as recomendações de etiqueta respiratória e todos os cuidados com a higienização e o distanciamento físico. Assim, podem observar mais de perto o que sucede e fornecer, de maneira ética e segura, todos os detalhes pertinentes aos órgãos responsáveis por intervir na questão, bem como instruções mais completas aos atendidos. Atualmente, os profissionais da LBV acompanham mais de 400 casos de desrespeito à dignidade humana e de violação de direitos e, ao todo, entre abril e outubro, realizaram 550 atendimentos de psicologia, 4.195 atendimentos sociais e 15.131 atendimentos à distância.

Se o trabalho da LBV em amparar pessoas socialmente vulneráveis já era imprescindível antes da pandemia, tornou-se ainda mais importante durante o resguardo contra a Covid-19. O aumento nos episódios de violência doméstica indica isso. Ao conviverem por mais tempo no mesmo espaço com seus agressores, meninas e mulheres têm corrido maior perigo. Em abril, quando o distanciamento social já durava cerca de um mês, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas no Ligue 180 deu um salto: cresceu quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH). De abril a junho, somente no Estado de São Paulo, foram registrados 5.559 boletins de ocorrência dessa espécie feitos pelo site da Polícia Civil — o que equivale a uma queixa a cada 23 minutos e 19% do total.

No Pará, de acordo com a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), o mês de junho apontou crescimento de 20% nas medidas protetivas contra a violência doméstica em relação ao mesmo período de 2019. De janeiro a junho deste ano, foram registrados 6.574 casos de violência contra a mulher no Estado, o qual foi também o que teve maior aumento de ocorrências de lesão corporal por violência doméstica no 1o semestre de 2020 — situação vivenciada por A.M. em Belém/PA. Aos 26 anos, ela sofria agressão física, psicológica e patrimonial de seu companheiro, R.T., 27. Ele a submetia aos mais variados tipos de agressão quando ela o confrontava por furtar seu dinheiro e objetos da própria casa para manter a dependência química. O caso passou a ser conhecido pela assistente social da LBV Paula Pereira, após relato da genitora da jovem, a dona G.S., que já participava do serviço Vivência Solidária na unidade da Instituição (antes da pandemia), o qual visa fortalecer a convivência e os vínculos familiares.

Procurada por Paula, A.M. aceitou receber ajuda. Assim, mãe e filha passaram por acompanhamento social familiar periódico e foram encaminhadas para uma unidade de saúde, para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e para o Cras. Como resultado, R.T. deixou a residência; A.M. está sob medida protetiva, vem fortalecendo sua autoestima com uma rotina mais saudável e continua recebendo, por parte da LBV, orientações acerca de seus direitos como cidadã.

LBV salva vidas!


Outra história que chama a atenção é a de J.S., genitora de G.S., frequentador do serviço Criança: Futuro no Presente! no Centro Comunitário de Assistência Social da LBV em Goiânia/GO. Ao perceberem que o comportamento do menino estava alterado, a equipe de profissionais da unidade buscou entender a razão disso. Durante atendimento psicológico, o garoto expôs que vivenciava alguns conflitos em casa. Convidada a conversar, J.S. relatou as violações sofridas e passou a receber o apoio da Entidade, já que, insegura pelas atitudes do marido, temia constantemente pela sua vida e pela de seus filhos.

J.S. recebeu acompanhamento familiar com atendimentos periódicos e encaminhamento ao Cras, para suprimento das vulnerabilidades materiais, e ao Creas, a fim de ser apoiada pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI). Vanessa Marcelly, psicóloga da LBV, colaborou na quebra do ciclo de violência, tratando das emoções da assistida. A especialista conta que “J.S. apresentava marcas psíquicas das violências sofridas com reflexos de baixa autoestima e ideação suicida. Durante o acompanhamento, ela conseguiu se reconhecer e enxergar a relação em que estava, o que lhe possibilitou novas escolhas e oportunidades. Há alguns meses, após diversas tentativas frustradas em estabelecer uma relação saudável, ela se separou do cônjuge”. E completou: “É gratificante notar a confiança ofertada [à atendida]. Ver uma mulher se redescobrir, reconhecer sua importância neste mundo e lutar por ela nos traz esperança”.

* Acolhida — Primeiro contato entre os profissionais da LBV e as pessoas que recorram a ela em busca de algum atendimento ou benefício. Por meio da Acolhida, a Instituição verifica se poderá ajudar o cidadão de imediato e se os dados dele já se encontram disponíveis no CRAS de sua localidade, de modo que o referido órgão esteja a par das necessidades do usuário. Frequentemente, é a própria LBV quem apresenta novos indivíduos ao sistema do CRAS, repassando os dados deles e informando-os quanto aos direitos desconhecidos e aos mecanismos para alcançá-los.

 

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