INCC repudia com veemência assassinato de moradora e cobra punição exemplar a síndico acusado do crime

O Instituto Nacional de Condomínios e Cidades Inteligentes (INCC) manifestou repúdio absoluto e veemente ao brutal assassinato de Daiane Alves, ocorrido no edifício onde a vítima residia, e que tem como principal suspeito o próprio síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira. O caso, que chocou o país, expôs graves falhas de segurança predial e um histórico alarmante de perseguições e conflitos



Daiane foi assassinada no subsolo do prédio, em uma área considerada ponto cego, sem cobertura de câmeras de monitoramento. O edifício contava com apenas dez câmeras, nenhuma delas instalada nos acessos por escada, por onde o suspeito teria transitado. A perícia identificou sinais de luta corporal no local do crime, reforçando a tese de violência extrema.

O corpo da vítima só foi localizado mais de quarenta dias após o desaparecimento, jogado em uma mata às margens de uma estrada em Caldas Novas (GO). A localização foi indicada pelo próprio autor à polícia, segundo as investigações.

A Polícia Civil apura não apenas o homicídio, mas também falhas estruturais na segurança do edifício e a conduta do síndico, que já vinha sendo investigado por uma série de denúncias. As apurações revelaram que Daiane movia 12 processos judiciais contra Cléber, com acusações de perseguição, sabotagem no fornecimento de água e energia elétrica e até agressão física, registrada em fevereiro de 2025.

As desavenças entre vítima e suspeito teriam começado em novembro de 2024, evoluindo para um quadro de perseguição contínua entre fevereiro e outubro de 2025. Diante da ausência de sinais de vida e da inexistência de registros que indicassem a saída de Daiane do prédio, o caso foi reclassificado como homicídio em 16 de janeiro de 2026 e assumido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).

Para o presidente do INCC, Paulo Melo, o crime é inaceitável e exige resposta dura do Estado.

"Esse indivíduo não representa, em hipótese alguma, os mais de 480 mil síndicos honestos, trabalhadores e comprometidos que existem no Brasil, que convivem diariamente com diferenças, conflitos e responsabilidades sem jamais recorrer à violência. O que aconteceu é um crime bárbaro, cometido por um bandido, e não por um síndico no verdadeiro sentido da palavra", afirmou.

Paulo Melo reforçou ainda que o INCC acompanhará o caso de perto e atuará institucionalmente para que haja justiça.

"O INCC vai lutar para que esse criminoso seja condenado com todo o rigor da lei. Não aceitaremos que um cargo de gestão seja usado como instrumento de perseguição, abuso de poder ou violência. A memória de Daiane exige justiça, e a sociedade não pode tolerar esse tipo de barbárie", concluiu.

O Instituto também defendeu o fortalecimento das normas de segurança em condomínios, a ampliação de sistemas de monitoramento e a responsabilização rigorosa de gestores que violem a lei, destacando que segurança, respeito e dignidade humana são princípios inegociáveis na gestão condominial.

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